“Estamos abandonados”: obra paralisada há dois meses deixa rua tomada por pedras e buracos; confira o que diz a prefeitura

*colaborou Mateus Rossato

“Estamos abandonados”: obra paralisada há dois meses deixa rua tomada por pedras e buracos; confira o que diz a prefeitura

Foto: Mateus Rossato (Diário)

Uma obra de infraestrutura que começou há cerca de dois meses na Rua André da Rocha, na Vila Kennedy, em Santa Maria, vem provocando reclamações e dificuldades para moradores da região. Segundo a comunidade, os trabalhos teriam sido interrompidos após uma intervenção e, desde então, a rua permanece com grandes pedras, valetas abertas e pontos de alagamento.

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Moradores afirmam que o serviço fazia parte de uma preparação para asfaltamento, mas que a situação teria piorado após o início das obras. Em dias de chuva, segundo eles, a água invade residências e dificulta a circulação de veículos e pedestres.

A auxiliar administrativa Stefany Rodrigues Marafiga, 27 anos, afirma que a comunidade cobra respostas há semanas.

— Estamos há cerca de uns dois meses com a obra parada. Cobramos da prefeitura, cobramos da Corsan para que seja solucionado o problema. Em dia de chuva, alaga as casas, pessoas idosas não conseguem sair muitas vezes por conta das quedas e do esgoto a céu aberto. Nós estamos completamente abandonados — relata.

Segundo Stefany, a principal preocupação dos moradores envolve segurança, mobilidade e condições sanitárias.

— A pergunta que não quer calar é: até quando vamos ter que esperar? Porque isso é uma questão de segurança, saúde e nós queremos respeito e dignidade aqui na comunidade — afirma.

Da esquerda para a direita, o aposentado Dalmiro Dias da Silva, a pensionista Normelia Oliveira, e à dir, de blusa bege e casaco preto, a auxiliar administrativa Stefany Rodrigues Marafiga, relatam os transtornos enfrentados.Foto: Mateus Rossato (Diário)

Idosos relatam quedas e dificuldade para sair de casa

A pensionista Normelia Oliveira, 72 anos, reafirma o que foi dito sobre a piora nos dias de chuva. Ela relata dificuldades para sair de casa e para levar os netos à escola, e conta que já caiu nas grandes pedras espalhadas pela rua.

— Eu tenho três crianças pequenas, que são meus netos, e de manhã para sair é complicado. Dia de chuva vira um alagamento. Até eu, que já sou idosa, caí nas pedras aqui. Na frente da minha casa tem uma montanha de pedra — diz.

A moradora afirma que a rua está sem movimentação de máquinas ou trabalhadores há mais de dois meses.

— Nos abandonaram e o inverno está chegando. Eu fico apavorada porque preciso levar as crianças para o colégio e ir ao médico. Um joga para o outro e ninguém resolve — relata.

Normelia também afirma que residências foram atingidas pela água durante as últimas chuvas registradas na cidade.

— Entrou água na minha casa e em outras casas aqui da rua. Uma vizinha perdeu coisas dentro de casa e precisaram abrir um buraco com picareta para a água sair — conta.

Foto: Mateus Rossato (Diário)


Comunidade pede respostas

O aposentado Dalmiro Dias da Silva, de 74 anos, também reclama da falta de informações sobre a continuidade da obra. Segundo ele, a expectativa inicial era de melhoria na infraestrutura da rua, mas a realidade é de preocupação entre os moradores.

— A gente fala com a Corsan e dizem que agora é com a prefeitura. Fala com a prefeitura e dizem que a Corsan não terminou a obra. Nós ficamos sem saber para quem apelar. Era para ser um benefício, mas veio para atrapalhar o povo aqui — diz.
O que diz a prefeitura

A reportagem entrou em contato com a prefeitura de Santa Maria, que informou que a obra segue com ordem de serviço em aberto para execução dos trabalhos. O Diário aguarda um retorno da Corsan. 

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